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19/10/2007 12h12 - Fonte Silvia Ribeiro Do G1, em São Paulo

A R$ 1,2 mil, passagem do "Aerodaslu" para F-1 já esgotou

Bilhete de helicóptero que leva à Fórmula 1 custa US$ 700, 40% a mais do que em 2006. Queda do dólar e reduçao dos vôos para segurança explicam passagem mais cara.

Arquivo G1
Aeronáutica traçou rotas aéreas para helicópteros até é o autódromo de Interlagos (Foto: Arquivo G1)
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O conforto e a rapidez de ir de helicóptero ao Autódromo de Interlagos custam caro - US$ 700 (cerca de R$ 1.251) por passageiro. Mas o preço salgado impediu que as passagens para o domingo (21), dia da corrida que vai decidir o campeonato de Fórmula 1, se esgotassem cerca de um mês antes da corrida.

Com direito a tratamento VIP, fãs do esporte, autoridades e até é mesmo pilotos das escuderias partirão de sete helipontos de São Paulo para pousar em Interlagos, no cartódromo. Um dos helipontos mais concorridos é o do shopping de luxo Daslu, na Zona Sul da Capital, que fará a "ponte aérea" pelo segundo ano.

Quem preferiu driblar pelo ar cambistas e o trânsito vai desembolsar 40% a mais do que no ano passado. O preço da passagem que dá direito à ida e volta do autódromo subiu de US$ 500 para US$ 700.

O pacote para três dias (de sexta a domingo) sai a US$ 1,6 mil (cerca de R$ 2.860), contra os US$ 1,2 mil cobrados no ano passado (cerca de R$ 2.145) - aumento de 33%.

A queda do dólar e a redução do número de vôos para aumentar a segurança explicam o reajuste, de acordo com a empresa que oferece o serviço. No ano passado, um helicóptero que retornava de Interlagos fez um pouso forçado. Seus cinco passageiros e o piloto saíram ilesos do acidente.

Para domingo, foram vendidos 180 bilhetes - limite fixado pela organização do Grande Prêmio. Ainda há passagens para voar para os treinos de sexta-feira (19) e sábado (20). A empresa informou o total de bilhetes vendidos até o momento.


Arquivo Pessoal

O piloto de helicóptero tirou foto com Niki Lauda (Foto: Arquivo Pessoal)
"Tietagem aérea".

O traslado aéreo da Daslu ao autódromo, que dura menos de dez minutos, permite vista panorâmica da pista de corrida, do Rio Pinheiros e de contrastes sociais, como mansões e campo de golfe ao lado de favelas. "É a segunda maior operação civil de helicópteros do mundo. A maior é a do GP da Inglaterra. Maior que isso só uma operação de guerra", diz o coordenador Jorge Faria.

Foram cadastrados 40 helicópteros para pousos e decolagens em Interlagos, onde foi montada uma torre de controle das aeronaves e criada uma área de controle de vôo.

O movimento de helicópteros no domingo deve ser 20% maior do que em um dia úti na Grande São Paulo, quando são registrados de 350 a 400 pousos e decolagens, segundo estimativa do chefe da Divisão de Operações do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo, coronel Delany Campos. A diferença para um dia comum é que 90% desse trânsito passará pelo autódromo.

Os pilotos de helicóptero agradecem a chegada da Fórmula 1. Não somente em razão da maior procura por seus serviços, mas porque tem a chance de ver de perto ídolos e celebridades. Em 2005, após transportar Niki Lauda, o piloto Jorge Bitar, de 38 anos, conseguiu tirar uma foto ao lado do campeão mundial de Fórmula 1. "Pedi para tirar a foto e ele foi muito simpático", lembra Bitar.

Em seu helicóptero, que oferece ar condicionado, ele já levou a Interlagos pilotos como Jacques Villeneuve e David Coulthard, além da modelo Naomi Campbell. Há quatro anos, Jorge Bitar é o piloto exclusivo no Brasil de Flavio Briatore, dono da escuderia francesa Renault. "Sei o jeito que o Briatore gosta de voar, o jeito que tem de decolar e pousar. A gente pega empatia", conta ele.

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